Planta trapezoidal irregular, com cortinas reforçadas em redor por 4 cubelos quadrangulares e 5 circulares, circundado por barbacã baixa que acompanha em denteados rectangulares salientes os corpos dos cubelos. Na muralha estão implantadas nove torres de formas redondas e quadradas de um conjunto que seriam doze.
Qualquer que seja o quadrante a que nos propunhamos olhar, a abrangência territorial é de facto muito grande, pelo que não admira a colina ter sido escolhida para a edificação do castelo, pois é estratégicamente perfeita .
Paredes meias com o Castelo a Igreja Matriz também com estatuto de Monumento Nacional, tem fundação gótica do séc. XIII. Foi reconstruida após o terramoto de 1755 tendo sido invertido então, a orientação do templo. Merece só por si uma visita atenta.
 
 
Terá sido por volta de 712 e já depois do declínio da cidade Romana de Miróbriga que chegam os Mouros edificando o castelo na colina defronte, pensando-se que o nome Kassem estará ligado ao alcaide Mouro. A iponente vista que vai até é o Atlântico, a Arrábida e o Espichel foi ocupada pelos Mouros até ao séc XII altura em que com a conquista, muitas batalhas se travaram até que finalmente em 1217 voltou definitivamente à posse dos cristãos, tendo D. Afonso II confirmado a doação de seu pai à Ordem dos Espatários. Entre 1315 e 1336, o Castelo pertenceu à princesa D. Vetácia, aia e amiga da Rainha Santa Isabel, tendo regressado à Ordem de Santiago, após a morte da sua proprietária, até que em 1594, foi doada por Filipe II aos Duques de Aveiro.
Santiago do Cacém tornou-se sede de concelho em 1512, data em que lhe foi concedida por D. Manuel I a carta de foral. Em 1759, passou a pertencer à Coroa, e em 1832 definitivamente ao Estado.
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Castelo de Santiago do Cacém